CONSERVAS 10

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Histórico e Área de Atuação

 


A família Schoeninger iniciou com a “Agroindústria Conservas 10” em 1999. O casal de jovens agricultores familiares, com a ajuda da vizinhança, começou a operar com a produção, processamento e comercialização de conservas de vegetais (legumes e frutas) em vidros, na localidade de Linha São Martinho, interior de Santa Cruz do Sul/RS. 

A conservação de vegetais em conserva (água, vinagre e sal) provém da tradição germânica, onde os imigrantes, a partir de 1849, que se instalaram na região de Santa Cruz do Sul, trouxeram as memórias e culturas culinárias da sua região de origem,

Foram iniciadas as atividades de processamento de vegetais devido a frustações com o SIPT (Sistema Integrado de Produção de Tabaco), impregnado na região, para a tentativa de buscar novas rendas, pela diversificação rural, pelo empreendedorismo e pelo desenvolvimento do entorno/local.

O nome “Conservas 10” foi escolhido pois demonstra que o foco principal é em qualidade das conservas “nota 10” e em atendimento confiável e eficiente ao cliente. Não se queria optar por colocar o nome da família, para que o empreendimento pudesse ser feito e gerido por várias famílias e também por sucessores.

Jair e Mônica contaram com o apoio de agricultores vizinhos e estes começaram a produzir vegetais para processar em conserva. A primeira estrutura física provenho de um financiamento, através da prefeitura municipal, de uma casa popular pré-moldada, servindo de sede para o empreendimento. O processo de aprendizado prático (de como se faz a produção de conservas) aconteceu pela EMATER/RS e por intermédio principal de uma agroindústria da região, chamada “Arte & Sabor Conservas Caseiras” (depois de alguns anos de parceria a empresa deu um golpe, deixando uma divida de alguns anos em haver).

Ao longo da história, foram muitas lutas e trabalho duro. Fez-se e buscou muitos parceiros e verdadeiros amigos. Houveram também alguns golpes de compradores que abalaram o casal, e grandes empecilhos com a busca desenfreada por legalização da produção e sempre a necessidade por parte dos fiscais de novas obras. O primeiro registro legal da agroindústria foi em julho de 2002, quando os produtos foram registrados em um órgão estadual e obtivemos o primeiro alvará sanitário.

A “Agroindústria Conservas 10” foi um dos primeiros empreendimentos a fazer parte do Programa Estadual de Agroindústrias Familiares, com o Selo “Sabor Gaúcho” em 2002 (renovado em 2014) que permite que agricultores familiares comercializem sua produção própria através do Bloco de Produtor, ou seja, seu CPF e Inscrição Estadual.

A comercialização iniciou de porta em porta nas casas das famílias do interior e das cidades de Santa Cruz do Sul e Sinimbu. Aos poucos, criaram-se laços com bares, lancherias e festas comunitárias. Após se iniciou a venda em mercados e pequenos e médios supermercados destes dois municípios, que são o principal ponto de comercialização até hoje. Também, empresas de alimentação, distribuidoras e restaurantes são atraídos pelo preço competitivo e qualidade dos produtos.

O prédio da agroindústria necessitou de várias ampliações e reformas durante sua história, em 2002, 2005, 2009, 2015 e 2021, para se adequar às legislações. A produção e as vendas, das conservas de vegetais foram contínuas ao longo do tempo.

Atualmente na Unidade de Produção Familiar de 13,7 hectares, onde se localiza a agroindústria, se processa em torno de 20 mil kgs de vegetais de produção própria, onde vende como sua própria produção rural na Agroindústria Familiar. Além disso, tem se uma microempresa onde se envasa e comercializa conservas com vegetais produzidos por outros agricultores, e também se faz a revenda de outros tipos de conservas adquiridos de outras empresas e também revenda de embalagens (vidros e tampas).

 
[1] “(...) I - agroindústria familiar: o empreendimento de propriedade ou posse de agricultor(es) familiar(es) ou pecuarista(s) familiar(es) sob gestão individual ou coletiva, localizado em área rural ou urbana, com a finalidade de beneficiar e/ou transformar matérias-primas provenientes de explorações agrícolas, pecuárias, pesqueiras, aquícolas, extrativistas e florestais, abrangendo desde os processos simples até os mais complexos, como operações físicas, químicas e/ou biológicas. II - agroindústrias familiares de pequeno porte de processamento artesanal: os estabelecimentos agroindustriais com pequena escala de produção dirigidos diretamente por agricultor(es) familiar(es) ou por pecuarista(s) familiar(es) com meios de produção próprios ou mediante contrato de parceria, cuja produção abranja desde o preparo da matéria-prima até o acabamento do produto, seja realizada com o trabalho predominantemente manual e agregue aos produtos características peculiares, por processos de transformação diferenciados que lhes confiram identidade, geralmente relacionados a aspectos geográficos e histórico-culturais locais ou regionais. (ASSEMBLEIA LEGISLATIVA RS, p.01, 2012)